Fotos: Arquivo pessoal da estudante de Licenciatura em História pela UAB/UNEB, Margarida Silva - Procissão do Fogaréu de Serrinha 2012
Tasso Paes Franco descreve:
Em procissão, aquelas
senhoras oravam a todos os santos por chuvas, sendo acompanhadas pelos homens,
que conduziam tochas acesas e o crucifixo do Senhor numa haste enorme de
madeira, ao qual se seguiam as imagens de São Joaquim e de São José , levadas
respectivamente pelos fazendeiros Pinheiro da Mota e João Paes, assim como a de
São Jerônimo conduzida pelo comerciante Antonio Nunes.
Aquela gente humilde
foi formando um círculo pelo largo, conduzindo imensas tochas que pareciam um
fogaréu [...] O certo é que já no dia seguinte à procissão, a chuva veio forte
de tal forma que os riachos se encheram d’água, as caatingas ficaram
encharcadas e as baixadas pareciam verdadeiros lagos [...] Foram sete dias de
chuvas ininterruptas e a fartura se anunciou novamente [...] nasceu a Procissão
do Fogaréu, sob a crença daqueles lavradores dos sertões do Pindá de que chuva
houve em abundancia pela graça de Deus [...]. (FRANCO, 2003, p. 106 e 107)
Referência:
FRANCO,
Tasso Paes. Serrinha, a colonização
portuguesa numa cidade do Sertão da Bahia. Salvador, Ojuobá, 2008.
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